segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Por uma escola diferente

Estava conversando com um amigo virtual que é surdo sobre as práticas existentes nas escolas. Márcio mora em Apucarana, Paraná e foi por quatro anos presidente do Conselho Deliberativo da Escola de seu filho. Ele me relatou que teve grandes problemas com alguns professores da escola porque tinha ideias muito revolucionárias. Acreditem, as ideias do Marcio eram tão simples. Ele apenas pedia uma escola prazerosa para os alunos, com novidades, com acesso adequado as tecnologias, aberta aos finais de semana para a comunidade e integração maior com as famílias.
A grande angustia de Márcio era ver os alunos se evadirem porque não encontravam na escola atrativo nenhum. Bom, meu amigo virtual arregaçou as mangas e foi a luta. O indice de evasão era grande e Marcio começou a participar mais da vida da escola. Como é uma cidade pequena, foi fácil buscar os alunos em casa e leva-los a escola. Junto a isso, começou a mexer com os professores e muita coisa mudou. Sabe aquele pai questionador? Esse é Márcio. E ele não se preocupava só com o filho não, se tornou paizão de todos e durante quatro anos deu uma reviravolta na escola. Mesmo assim Márcio ainda não está contente. Diz que ainda tem muitos professores que pensam que são os "sabem tudo" e para eles os alunos "sabem nada". 
Márcio tem 42 anos e o ensino médio completo. Descobriu que era surdo somente aos 14 anos. A família e os professores diziam que ele era distraído. Um dia em sua vida passou um professor que finalmente o olhou diferente e descobriu que Márcio era surdo. Só tem 40% de audição. Então sua vida escolar começou a mudar e sua visão de mundo e escola também. 
Associou-se a uma organização para deficientes em sua cidade e começou a fazer muitos cursos. Passou pela vida trocando muitos empregos com a justificativa de que era perigoso por conta de sua surdez. Nessas andanças de portas fechadas, Márcio aprendeu a lidar com madeira e hoje tem seu próprio negócio. Diblou os "nãos" e disse sim a sua vida. É um vencedor, guerreiro que não desiste nunca.
Sua experiência de vida o levou a esta luta na escola. Hoje Márcio não é mais presidente do Conselho Deliberativo, pois sua pequena empresa ocupa muito do seu tempo, mas sempre que pode visita a escola. Vai com seu discurso de uma escola diferente. Ainda não mudou tudo que queria, mas ele diz que não vai parar. Quer ver os jovens da sua cidade a acreditar na escola e aprender a fazer a diferença em suas vidas. 
Segundo ele, o mais difícil é provar aos professores que a mudança é necessária.
Concordo com Márcio, de nada adianta termos acesso as novas tecnologias se continuamos a ensinar de forma tradicional.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Qual deve ser seu procedimento quando uma pessoa:

USA CADEIRA DE RODAS
.Nunca se apóie na cadeira de rodas. Ela é como uma extensão do corpo da
pessoa.
.Se quiser oferecer ajuda, pergunte antes, e de forma alguma insista.
.Ajuda aceita, deixe que a pessoa diga como proceder.
.Se a conversa for demorar, sente-se, ficando sempre no mesmo nível do
olhar do usuário da cadeira de rodas.
.Nunca estacione seu automóvel em  frente a rampas ou em locais
reservados às pessoas com deficiência. Esses lugares existem por necessidade e
não por conveniência.
Não tema em falar as palavras correr ou caminhar. As pessoas com
deficiência também as usam.
.Para evitar que a pessoa perca o equilíbrio e caia para frente, use sempre a
"marcha ré" para descer rampas ou degraus.

USA MULETAS
.Não tenha pressa. Acompanhe o ritmo da marcha de seu usuário.
.Tome cuidado para não tropeçar nas muletas.
.As muletas devem ficar sempre ao alcance das mãos.
.Antes de ajudar, pergunte á pessoa se ela quer realmente a ajuda.

TEM DEFICIÊNCIA VISUAL
.Se notar que a pessoa precisa de ajuda, prontifique-se. Peça explicações à
pessoa cega de como ela quer ser ajudada.
.Nunca a agarre pelo braço. Para  guiar uma pessoa cega ofereça seu
antebraço para que ela segure. Oriente-a para obstáculos como meio fios,
degraus, buracos e outros.
.Evite deixar o cego falando sozinho. Ao sair de um ambiente, avise-o.
.Não receiem ao falar palavras como, cego, olhar ou ver. Os cegos também
às usam.
.Para explicar direções seja o mais claro possível. Informe sobre obstáculos
pela frente, e indique as distâncias em metros. 
.Não tenha vergonha. Se você não sabe como direcionar a pessoa seja
franco. Pergunte de que maneira deve descrever as coisas.
.Ao guiar um cego para uma cadeira,  direcione suas mãos por trás do
encosto. Informe ainda se ela tem braços ou não.
.Se no restaurante não houver cardápio em braile, é de boa educação que
você o leia e informe  os preços.
.Pessoas com visão subnormal (sérias dificuldades visuais) devem receber o mesmo tratamento. Ofereça sua  ajuda sempre que notar que ela está em 
dificuldade.

TEM PARALISIA CEREBRAL
.A pessoa com paralisia cerebral é inteligente e sensível, ela reconhece que
é diferente dos outros. Se você seguir seu ritmo poderá ajudá-la. Se não
compreender o que ela disse, peça que repita.
.A paralisia cerebral causa gestos faciais involuntários, o andar é com
dificuldade, e em alguns casos a pessoa não anda.
.Não confunda com deficiência mental. A paralisia cerebral afeta somente o
aparelho motor, responsável pelo controle dos movimentos do corpo.
.Não se deixe impressionar por seu aspecto, aja de forma natural. Como
qualquer pessoa ela merece respeito.

TEM DEFICIÊNCIA MENTAL
.Cumprimente-a normalmente. Geralmente a pessoa com deficiência mental
é carinhosa, disposta e comunicativa. 
.Dê-lhe atenção. Expresse alegria em encontrá-la e mantenha a conversa até onde for possível.
.Evite a super proteção. Ajude somente quando for necessário. Ela deve
tentar fazer tudo sozinha.
.A deficiência mental não é uma doença. Pode ser uma conseqüência de
alguma doença, assim, não use palavras como doentinho ou bobinho quando se referir a uma pessoa nessas condições.
.Trate as pessoas com deficiência mental de acordo com sua idade. Se for criança trate-a como criança, se for um adolescente ou adulto, trate-a como tal.

TEM DEFICIÊNCIA AUDITIVA
.Fale claramente em velocidade normal, de frente para o surdo, tomando
cuidado para que ele enxergue a tua boca. 
.Não grite, fale com o tom de voz normal, a não ser que lhe peçam para
levantar a voz.
.Seja expressivo. Os surdos não podem ouvir as mudanças sutis do tom de
sua voz indicando sarcasmo ou seriedade.
.Se um surdo estiver acompanhado de intérprete, fale diretamente a pessoa surda, não à intérprete.
.Ao conversar com uma pessoa surda, mantenha contato visual, se você
dispersar o seu olhar, ela pensará que a conversa acabou.
 .Se você quiser falar com um surdo, chame sua atenção, sinalizando ou
tocando-lhe no braço.
.Se você não entender o que um surdo esta falando, peça que repita. Se
mesmo assim não conseguir entender, peça que escreva. O importante é
comunicar-se.
.Eles só saberão "ler" suas expressões faciais, seus gestos ou movimentos
de seu corpo para entender o que você quer comunicar.
.Ao planejar um evento, utilize os avisos visuais. Se for exibir um filme,
providencie um script ou um resumo do filme, se não tiver legendas. 


As informações deste manual foram retiradas do Manual para Inclusão Social
das Pessoas Portadoras de Deficiência da Coordenadoria Nacional para
Integração da Pessoa Portadora de Deficiência - CORDE.

Fonte:   http://www.sanvillesul.com.br/br/index.php?option=com_content&task=view&id=9

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Só se faz diferença, fazendo...


Todos sabem que semana passada foi a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência, certo? Mas muita gente não sabe que tem pessoas que arregaçam as mangas e vão a luta. Assim é Fernando Neves, presidente da ADCC (Associação dos Cadeirantes de Caruaru). Além de toda programação realizada pela cidade, Fernando dedicou seu tempo também as escolas. Olha que show, ele mesmo foi conversar com os pequenos e mostrar que as diferenças só trazem ganhos. Aprendendo a conviver com as diferenças, futuramente teremos jovens e adultos mais tolerantes, solidários, e acreditando que todos, sem exceção são capazes de fazer algo de produtivo. 
O "Blog Escolas Inclusivas: sonho ou realidade" tem o maior orgulho de apresentar as iniciativas do nosso grande amigo Fernando e aproveita a oportunidade para parabenizá-lo pelas ações que vem desenvolvendo. 

Para quem ainda não conhece este rapaz guerreiro de Pernambuco, dê um pulinho na entrevista que ele nos presenteou no dia 14 de agosto. Clique aqui> Entrevista com Fernando Neves

  

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mais um bom exemplo no Estado do Paraná

O Colégio Estadual Prefeito Joaquim da Silva Mafra, localizado no município de Guaratuba, no litoral do Paraná, é uma escola comprometida com a inclusão. A escola fez algumas reformas para garantir a acessibilidade: construiu rampas, banheiro especial, e alargou portas. Também se preocupou em garantir a presença de profissionais capacitados para o atendimento de alunos com necessidades educacionais especiais, entre eles, intérpretes da linguagens de sinais (Libras), para auxiliar no aprendizado.  A chegada de Anderson, o aluno com paralisia cerebral, levou o colégio a construir um triciclo para que ele pudesse se movimentar facilmente de um ambiente para outro. O modelo é semelhante ao veículo que ele já usava, tanto em casa quanto para se deslocar até à escola.

LEIA A REPORTAGEM NA ÍNTEGRA CLICANDO AQUI: Escola do Paraná está comprometida com a inclusão

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Tecnologias Assistivas nas escolas

Pesquisa vai, pesquisa vem - "hehehe" -  e hoje encontrei um livro disponibilizado em PDF sobre as tecnologias assistivas nas escolas. É um livro produzido pelo Instituto de Tecnologia Social e em minhas primeiras olhadas já fiquei encantada. Com certeza será muito útil para meu TCC. Quer se aprofundar mais no assunto? Clique aqui: Tecnologia Assistiva nas escolas

Vejam que magnífico o texto poético de apresentação

"Deficiente” é aquele que não consegue modificar sua
vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da
sociedade em que vive, sem ter consciência de que é
dono do seu destino.
“Louco” é quem não procura ser feliz com o que possui.
“Cego” é aquele que não vê seu próximo morrer de frio,
de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros
problemas e pequenas dores.
“Surdo” é aquele que não tem tempo de ouvir um
desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois
está sempre apressado para o trabalho e quer garantir
seus tostões no fim do mês.
“Mudo” é aquele que não consegue falar o que sente e
se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
“Paralítico” é quem não consegue andar na direção
daqueles que precisam de sua ajuda.
“Diabético” é quem não consegue ser doce.
“Anão” é quem não sabe deixar o amor crescer.
Renata Vilella

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Afinal, o que é Tecnologia Assistiva?

Tecnologias Assistivas são peças de equipamentos ou sistemas de produtos que tem como objetivo melhorar as habilidades de pessoas com limitações funcionais - física ou sensorial.
Existem vários tipos de tecnologias assistivas: adaptações para atividades da vida diária, sistemas de comunicação alternativa, unidades de controle ambiental, adaptações estruturais em ambientes domesticos, profissionais ou públicos, adequação da postura sentada, adaptações para déficits visuais e auditivos, equipamentos para a mobilidade, adaptações em veículos, entre outros.

SAIBA MUITO MAIS E EM DETALHES CLICANDO AQUI > Informações Básicas sobre Tecnologias Assistivas

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Diferença funcional/Diversidade Funcional

Entenda com o Psicólogo Ray Pereira porque utilizar o termo diferença funcional/diversidade funcional e não deficiência.